Mude hoje! Mas, se não for hoje, coloque um prazo!

set 21, 2020  |  por Gustavo Borges

Mude hoje! Mas, se não for hoje, coloque um prazo! Colocar prazo para mudança é uma forma de deixar as inseguranças de lado e estabelecer uma meta para uma decisão difícil. Nós nos acostumamos, ficamos no mesmo lugar e fazemos sempre as mesmas coisas.

Ou seja, é mais confortável fazer o que estamos acostumados. Só tem um problema: fazer as mesmas coisas nos deixam mais perto da mesmice, dos mesmos resultados, da mesma performance.

A alternativa é a mudança, quando podemos focar em coisas novas e provocar o cérebro a ser mais ativo.

Quando estamos em uma situação de alerta, sendo provocados ou desafiados, entramos num estágio de atenção que nos leva a performar de maneira diferente. Tudo que é interessante e diferente nos motiva.

Claro, existem pessoas que, mesmo com a possibilidade de ter uma vida repleta de novidades ou mesmo crescimento, optam por não fazer nada.

Viés do Status Quo

O viés do status significa se manter na mesma situação em que se está, sem fazer nada. Mesmo que a mudança possa significar uma melhoria significativa na situação. Mais ou menos assim: “Não mexa em time que está perdendo”.

Na minha carreira de nadador, em alguns momentos, tive de sair de um lugar que estava bem confortável para mim para buscar outro treinador. Dessa maneira, com uma mudança, que às vezes era significativa, eu consegui sair da minha segurança, do meu conforto e buscar coisas novas.

A frase de um dos meus treinadores era clássica, nesse sentido:

“Se você fizer o que sempre fez, sempre estará onde sempre esteve”.

Essa frase já foi, de alguma forma, utilizada por muitas pessoas ao longo dos anos. Coaches, pensadores, pessoas como eu e você, todos já fomos impactados com algo assim. Com certeza isso nos torna mais resilientes e focados em nossa busca.

Uma das frases do Albert Einstein que adoro tem total relação com isso:

Quem nunca errou, nunca experimentou nada novo.

Reflete assumirmos o risco de mudar, tentar algo diferente para resultados bem diferentes.

A seguir, algumas razões que nos deixam travados, firmes e fortes na nossa fortaleza, no acolhimento das nossas muralhas.

4 razões para não mudar

Existem muitas razões para não mudar. Neste link, estão algumas. Abaixo, listo as que considero principais nessa questão:

  • Sempre foi assim: frase que nos remete ao passado, ao apego, e que nos deixa confortáveis com algo que já deu certo. Tipo, fico na torcida para que um dia, talvez, dê certo de novo. Ou seja, se encontrar alguém que usa essa frase, fuja dele (e dela!). Se eu tivesse um treinador que falasse isso para mim, no dia seguinte eu estaria em outro lugar.
  • Aversão à perda: o sentimento do novo e a insegurança, mesmo que as oportunidades de mudança sejam enormes, seguram a turma na tomada de decisão. Aqui, entram a confiança e os ajustes, caso o plano não saia do jeito que tínhamos planejado.
  • Deixe-me em paz!: pronto resolvido. “Não quero, me deixa em paz, vá cuidar da sua vida!” Podemos ter essa postura. São tantas coisas para pensar, e as novas parecem encher a nossa cabeça com decisões, trabalho, etc… Que nos deixam confusos, exaustos só de pensar. Tudo tem seu tempo, mas, se esse tempo não chegar nunca, coloque um prazo.
  • É muito difícil: um clássico, pois este, realmente, nos leva a ficar no mesmo lugar. Imagine terminar um relacionamento ruim, de 20 anos. Vai dar trabalho, e “acredito que fomos feitos um para o outro”. Mesmo já tendo identificado que o marido não tem conserto. Mudar de treinador, deixar uma casa já montada e viajar para o outro lado do mundo. Mesmo que as suas últimas temporadas tenham sido péssimas e o seu treinador seja do estilo que “sabe tudo” e não te escuta. Os exemplos são muitos.

O futuro está nas palavras

Quando queremos algo, devemos falar em voz alta. Contar para alguém e colocar o nosso objetivo para fora. Com isso, já se inicia um processo de materialização do que vai acontecer. Como se fosse uma bola de cristal, na qual seu desejo te propulsiona para a frente.

Dessa forma, quando estivermos com receio da mudança, conseguimos buscar algo a mais dentro de nós para superar o desafio.

Quando eu nadava, eu mentalizava a minha prova, escrevia o tempo que queria fazer e tinha metas muito claras na minha frente. Escrever e, depois, ficar olhando para aquela meta era um passatempo ótimo. Aquilo me energizava, me levava para a frente, me motivava… Ficava claro que, quanto mais eu usasse esse gatilho, mais eu conseguia superar os meus desafios.

Não caia na cilada do “depois eu faço”

Não caia na cilada do “quando estiver preparado…” Quando estiver preparado, eu:
mudo, estudo, perco peso, me alimento melhor, e por aí vai. E sempre fica para segunda-feira.

Mude hoje! Mas, se não for hoje, coloque um prazo.

Prepara… Vai!

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